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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Abril/2013, Portugal: Sesimbra e Setubal

Para o nosso último dia desta temporada (na verdade penúltimo, mas como o último dia é o do embarque de volta ao Brasil, não conta, né?) programamos um breve passeio pelo litoral sul, mais precisamente as cidades de Sesimbra e Setubal. Nossos filhos haviam ido a Sesimbra no Carnaval. A cidade tem fama de ter o Carnaval mais brasileiro de Portugal. Ficamos curiosos para conhecer este sítio (como dizem os portugueses para se referirem a lugar).

No caminho para Sesimbra fizemos uma parada no Cabo Espichel. O local é lindo e impressionamente pela formação geográfica. Rendeu belas fotos! O dia estava lindo e o vento gelado!



Sesimbra fica a menos de 40 km ao sul de Lisboa. A cidade, pequena e uma graça, é um balneário que conta com vários pequenos hotéis e um grande resort cinco estrelas com spa, o Hotel do Mar, que domina a enseada a partir da extremidade sul. O Castelo de Sesimbra, também conhecido como Castelo dos Mouros, teve papel importante em várias épocas da história da Península Ibérica e está em bom estado de conservação, o que o credencia para uma visita rápida. Por causa da localização no alto de uma colina, de lá se tem uma vista privilegiada da cidadela à beira mar.

Muralha do Castelo de Sesimbra
Vista da marina de Sesimbra a partir do Castelo
Outro ângulo a partir do Castelo
Sesimbra vista do Castelo
Ristorante Pasta Fina, em Sesimbra
Orla de Sesimbra
Praia de Sesimbra, com fina areia branca
Outro ângulo da orla de Sesimbra
Cafés e restaurantes na orla de Sesimbra
Em Sesimbra almoçamos no ótimo Ristorante Pasta Fina, também indicado por nossos filhos. Lugar simples, descontraído e honesto. Não consigo esquecer a entrada de queijo camembert empanado servido com geléia de frutas vermelhas. Pensem numa coisa boa! E com um detalhe importante: custa 2,00 euros. Isso mesmo, believe it or not! Os pratos principais também são maravilhosos. Isso tudo acompanhado do vinho indicado pela casa.

A cidade é bem pequena, mas muito simpática e aconchegante. Deve "bombar" no verão europeu pela proximidade de Lisboa, pela areia fina da praia e pela grande quantidade de pousadas, hotéis, bares, restaurantes e cafés.

Seguimos no rumo de Setubal, mais ao sul. A cidade é um importante porto e área pesqueira. O turismo também é atividade econômica importante na região. Como já estávamos um pouco cansados e pensando nas malas para arrumar, a visita foi breve.

Mirante antes de chegar a Setubal
Outro ângulo a partir do mesmo mirante
Aquele braço de terra mar adentro se chama Troia e tem vários hotéis
Um dos portos de Setubal, este para barcos de pequeno porte
Vejam a grande quantidade de pequenos barcos
Olhem a fisionomia cansada
Lá tem Golfinho Parade, inspirada na famosa Cow Parade
Os golfinhos rotatores são numerosos na região e mereceram esta homenagem

Voltamos para Lisboa no fim da tarde. No dia seguinte, a viagem de volta a Natal.
Espero que tenham gostado.
AB

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Abril/2013, Portugal: mais Lisboa


Mais um belo dia em Lisboa e resolvemos fazer um programação leve mas indispensável por diversos aspectos. No final da leitura acho que vocês concordarão comigo.

Saímos do hotel após o café da manhã. Ainda vou fazer um post só para as dicas práticas da viagem, como hotel, carro, devolução de impostos etc.

Fomos direto para a Garrafeira Nacional, loja incrível de bebidas de todo tipo que fica na Baixa, bairro antigo e bem tradicional que merece uma manhã ou tarde para se perder e se achar por lá. A loja tem administração familiar e existe desde 1927. Escolhemos uns vinhos para trazer para o Brasil e a loja fez uma embalagem apropriada que geralmente não é aberta na alfândega portuguesa ao verem a procedência do pacote. Vale muito a pena se você não estiver com muitas malas para despachar. Uma caixa com quinze garrafas de vinho não passa de 20 kg. Para terem uma breve ideia, um certo vinho que compramos lá por 17,00 euros custa em SP a módica quantia de R$ 180,00.

De lá fomos a pé para a Confeitaria Nacional, na Praça da Figueira, fundada em 1829. Um paraíso para as "formigas"! Cada doce! Dêem adeus à dieta e andem muito depois para queimar as calorias adquiridas com os doces de ovos.

Foi o que fizemos na Avenida da Liberdade, uma grande e imponente artéria da cidade que liga a Baixa à Praça Marquês de Pombal, bastante arborizada e que abriga as lojas das grifes mais famosas do mundo. Passamos pela Prada, Emporio Armani, Louis Vuitton, Gucci, Ermenegildo Zegna e outras. Tem também um quiosque do Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, que na minha modesta opinião tem mais marketing do que sabor marcante. Há bolos melhores. Eu já havia provado na loja franqueada da marca portuguesa aberta no RJ há uns dois anos. Se vocês ainda não conhecem, provem. Mas não vão com altas expectativas como eu fui.

O almoço foi no Shopping Amoreiras, um dos mais antigos de Lisboa. É meio caidinho, mas eu tinha curiosidade de conhecer por ser um dos primeiros shoppings da cidade, inaugurado em 1985. Para ter uma ideia de como está a frequencia, o estacionamento é gratuito no horário de almoço e nos finais de semana. Bom passeio se vocês estiverem com tempo sobrando e passando por perto.

Era fim de tarde e horário apropriado para o programa mais que especial e imperdível em Lisboa: Pastéis de Belém. O nome oficial do doce de massa folhada e recheio cremoso é pastel de natas. Não peçam pastel de Belém que não estiverem no bairro de Belém, na fábrica de Pastéis de Belém. Senão vão ouvir: Pastel de Belém, só em Belém! Nos outros lugares peçam por pastéis de natas. Mas não é o mesmo sabor... Isso mesmo, sem frescuras: os pastéis de Belém são imbatíveis, servidos quentinhos e beeeeem cremosos por dentro. Custam em torno de um euro a unidade. Se quiser levar para casa, na caixa vem os sachês com açucar e canela para serem pulverizados na hora de comer.

Ali atrás o acúcar e a canela para pulverizar na hora de comer.

Olhem a cara de felicidade da gulosa! Mas não comi sozinha os seis pastéis!

Concordam que a programação tinha itens indispensáveis?
AB

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Abril/2013, Portugal: compras hi-lo


Para quem ainda não sabe, vou explicar o hi-lo: é a mistura entre o luxo e o simples, o caro e o barato, o moderno e o clássico. Vem da expressão high and low, alto e baixo em inglês. Logo vocês verão porque escolhi este título hoje.

Dia bonito, frio e ensolarado em Lisboa. Nossa programação: Feira da Ladra, Centro Comercial Vasco da Gama, Outlet Freeport e Bistrô 100 Maneiras.

A Feira da Ladra é uma reunião de todo tipo de gente que vende todo tipo de coisa. Acontece às terças e aos sábados no Campo de Santa Clara. Quem adora a muvuca deve ir no sábado, pois fica LOTADO! Na terça é mais tranquilo e dá para ver tudo com calma. Há várias maneiras de chegar lá, mas a mais divertida e charmosa é no elétrico 28 (bonde). Se vocês (como eu) gostam de garimpar nas barraquinhas de quinquilharias, reservem umas duas horas para o passeio. Tem de tudo: roupas e calçados usados, artigos de decoração, móveis, aparelhos elétricos, moedas, selos, livros, discos, fotos, bordados, cristais, pratarias, brinquedos, quadros e o que mais sua imaginação alcançar. Eu tive vontade de comprar muitas coisas, mas a lembrança de que tínhamos limite de bagagem fez a vontade passar. Tive que me contentar com um pequeno balde de gelo em cristal e prata, com pinça em prata. Sentiram o hi-lo? O local fica perto do Castelo de São Jorge. Dessa forma, vocês podem se programar para as duas atividades no mesmo dia.

De lá seguimos para o Centro Comercial Vasco da Gama, na parte nova de Lisboa, construída para a grande Exposição Mundial de 1998, a EXPO'98. É um moderno shopping, nem muito grande nem muito pequeno. Para quem gosta, já dá para se esbaldar nas compras. Mas se lembrem do limite de bagagem!

Próxima parada: Outlet Freeport, em Alcochete, a menos de trinta minutos de Lisboa. Há ônibus direto para lá saindo da Praça Marquês de Pombal e da Gare do Oriente, logo atrás do Centro Comercial Vasco da Gama. Esta foi a segunda vez que fui lá e devo comentar que vi muitas lojas fechadas, resultado da grave crise que assola Portugal. Também fechado o cinema de lá, que tinha várias salas. Como havia acabado de almoçar no Vasco da Gama, não fui ao andar superior onde funcionam os restaurantes. Mesmo assim, dá para fazer ótimas compras a preços excelentes. Só para citar algumas marcas presentes por lá: Hugo Boss, Carolina Herrera, Diesel, Calvin Klein, Adidas, Burberry e Gant. Outro momento hi-lo, neste caso, alta qualidade e baixo preço!

Nesta noite fomos ao Bistrô 100 Maneiras, de um chef ioguslavo e cozinha do mundo, como diz o próprio site de lá. Nossos filhos já tinham ido lá e nos recomendaram como sendo imperdível. E de fato é! Aconselho fazer reserva, pois fica lotado toda noite. O ambiente é super agradável, com várias salas espalhadas nos dois andares. O serviço é atencioso, sem exageros e sem falhas. Todos os pratos que pedimos estavam deliciosos. As entradas são bastante diferentes do tradicional. Foi um dos melhores pratos de polvo que já comi até hoje. O vinho, nacional é claro, a um preço justo para restaurante.

Burek jugoslavo al fresco

Queijo de ovelha na selva c/ mel de avelãs e compota

Polvo que gosta de grelos

Espero que tenham gostado das dicas!
AB

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Junho/2013, mais Rio de Janeiro

Baía da Guanabara vista do MAR - Museu de Arte do Rio
Pausa na série sobre Portugal para trazer novidades da Cidade Maravilhosa, onde passei uma semaninha que voou.

O clima estava perfeito, nem calor, nem frio, com o céu azul sem nuvens na maioria dos dias. Ótimo para as longas caminhadas que gosto de fazer por lá, indo de Botafogo ao Leblon, passando pela Lagoa Rodrigo de Freitas.

Novidade no Rio? O Village Mall, shopping de altíssimo luxo na Barra, inaugurado em dezembro/2012. Muitas lojas vazias ainda, mas as que estão abertas são poderosas e lindas. Perguntei por lá pelo movimento e ouvi que é pequeno ainda. Normal, afinal um shopping pode levar até quatro anos para "pegar". Para se ter uma ideia do luxo, o Cinemark de lá só tem salas prime com ingressos de R$ 42,00 a 56,00, dependendo do dia da semana e do horário. Pipoca? Só se for trufada. Preparem o bolso! Mas vale a pena o passeio. Apreciar a arquitetura, passear pelos largos corredores com jardins e admirar as super vitrines é quase de graça. Porque se forem de carro, as primeiras duas horas custam R$ 10,00 e mais R$ 3,00 pela hora adicional. Há vários restaurantes bacanudos por lá. Gosto muito do Le Vin, que tem pedigree paulistano. A praça de alimentação tem opções leves para o bolso, com Viena, Grano, Batata Inglesa e McDonald's.
Lá vi uma prática que é nova para mim. A água utilizada nas descargas dos banheiros tem cor marron claro. Achei estranho, até pensei que aquele banheiro estava usado e tentei outro. A mesma cor na água da bacia. Perguntei então para a funcionária que limpava o chão perto das pias qual o motivo daquela cor. A coitada já deve estar cansada de dar a mesma explicação "n" vezes ao dia: a água utilizada nas descargas é proveniente de reutilização do recurso natural. Ela só não sabe explicar a origem exata, de onde a água é reaproveitada. Pode ser ecologicamente correto, mas que é feio é. Além disso, como não sabemos a origem, podemos desconfiar da qualidade da água. Será que pode ser contaminada? Cabe ao shopping colocar placas no banheiro com a explicação do processo.

Village Mall

Village Mall

Village Mall

Skyline da Barra da Tijuca a partir do Village Mall

Outra ótima novidade é o MAR, Museu de Arte do Rio, situado na antiga zona portuária que agora passa por um grande projeto de revitalização, a Operação Urbana Porto Maravilha. O acervo do museu ainda não é muito grande, mas bastante interessante. As exposições temporárias enriquecem a visita. Gostei demais de ver as muitas telas retratando o Rio de Janeiro em várias épocas. Os mapas antigos são maravilhosos. No hall de entrada há uma lojinha com livros e vários objetos de design e um simpático café. O belo museu destoa do ambiente local, ainda bastante degradado, com muitas obras públicas e privadas. Mas tudo ali parece uma bela promessa de novo ponto de afluência para cariocas e turistas. A Trump Tower brasileira será erguida por ali. Lembrem-se que Mr. Donald Trump não aporta seus dólares em qualquer lugar.

Um lanche rápido? Experimentem o Café Sorelle, que tem dois endereços, ambos em Botafogo. O cardápio é amplo e apetitoso, inclusive com drinks à base de café. Eu provei o cappuccino e um croissant com queijo branco e presunto. Para arrematar, um bolo de laranja bem fofinho e molhado. Tudo delicioso!

Outro local para cometer o pecado da gula? Guy, um perfeito mix de padaria e bistrô perto da Lagoa Rodrigo de Freitas. Fui lá para um lanche de fim de tarde. O chocolate quente é divino. E os pães? Difícil eleger o melhor! A tortinha de nozes caramelizadas foi a chave de ouro.

Mais uma dica: Chez Anne, no Shopping da Gávea. Lugar ótimo para um café expresso e um doce tradicional como o mil folhas, a bomba ou o travesseiro de Sintra. No mesmo shopping há várias outras boas opções de gastronomia para todos os gostos e bolsos. Há também vários teatros e modernas salas de cinema.
Mil folhas

Travesseiro de Sintra
Bombas

Não tem jeito: toda vez que vou ao Rio faço uma visita à Loungerie, loja perfeita para ver, conhecer e comprar lingerie de qualidade com preço justo. Também tem em São Paulo e agora aqui pertinho em Recife.

Gostaram?

AB

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Maio/2013, Recife

Estivemos em Recife para participar da Equipotel Nordeste. A feira se destina a mostrar e comercializar produtos e serviços para hotéis, restaurantes, hospitais, bares e similares. É a irmã menor e mais nova da Equipotel, que acontece há anos em São Paulo, no mês de setembro. Feira visitada e fornecedores contatados, vamos turistar!

Fiquei IMPRESSIONADA (assim mesmo, com letra maiúscula) com o tamanho, a beleza, o luxo e o mix de lojas do Shopping Riomar Recife, inaugurado há pouco mais de um ano entre os bairros de Boa Viagem e Pina. O belo projeto arquitetônico priorizou a utilização da luz natural em grande parte do mall, o que em momento algum fez o ar condicionado ficar devendo. Ou seja, o projeto de resfriamento também é de primeiro mundo. As melhores marcas do Brasil e algumas internacionais estão presentes. O cinema da rede Cinemark está um luxo só, mas ainda não usa o programa de marcar assentos que já é utilizado em algumas unidades em SP e RJ. Vale a pena marcar uma visita ao novo templo de consumo do Recife.

Com as excelentes dicas de um amigo pernambucano de nossos filhos, fomos conhecer dois restaurantes com cara de bistrô, ambos em Boa Viagem. Anotem aí! Cliquem nos nomes para acessar os sites.

Ambiente super clean, agradável e refinado. No dia que fomos não estava lotado, mas é bom fazer reserva. Pedi um prato de frutos do mar no qual o filé de pescada amarela conversou muito bem com os camarões, as lulas e o polvo. Sugestão do garçon Juliano, que está mais para vendedor do que para garçon. Digo isto porque não havia espaço para a sobremesa, mas foi tão bem "vendida" por ele que acabamos pedindo o petit gateau de doce de leite com sorvete de tapioca. Sem arrependimentos: estava deliciosa a inusitada mistura! Não é barato, mas cabe no orçamento das extravagâncias esporádicas.

Também fomos conhecer este bistrô que parece adega ou adega que parece bistrô. A mistura foi bem feita e o ambiente é bem eclético na decoração de extremo bom gosto. Pedi a entrada de queijo Prima Donna gratinado com toques de açúcar queimado. Depois uma massa super leve com mozzarella, manjericão e tomates frescos. Há duas casas: em Casa Forte e Boa Viagem, a qual visitamos.

Vale citar também o Mingus, que já fomos algumas vezes, mas dessa vez não houve tempo. Excelente cozinha em ambiente muito agradável e com música suave.

O garçon/vendedor Juliano nos indicou outro lugar que, segundo ele, foi eleito quatro vezes seguidas o melhor restaurante do Recife: Wiella. Este vai ficar para a próxima ida a Recife.

Curiosidades:
1) ça va é uma das expressões mais usada na França e significa "tudo bem".
2) nez significa nariz em francês e lê-se "nê".
3) Charles Mingus (1922-1979) foi um músico norte-americano considerado um dos maiores nomes do jazz.

E aí, deu fome?
AB

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Rio, novembro 2012

Eu sei que estou em falta com quem ainda acessa o blog. Mais ainda, em falta comigo mesma. Pesquisar, escrever aqui e poder ser útil para alguém são coisas que me dão grande prazer. Então por que não estou em atividade frequente neste canal? Posso garantir que não é preguiça! Tenho estado meio ocupada nos últimos meses, nos quais o trabalho com a pousada aumenta bastante (Thanks God!).


Bem, vamos ao trabalho! Guardei umas anotações da recente viagem ao Rio de Janeiro. Na verdade, a "recente" visita foi no fim de novembro, mas dezembro e janeiro foram pauleira. Ainda está valendo, afinal as fontes das dicas ainda estão no mesmo lugar.


Agenda e caneta na mão para quem vai passar o Carnaval na Cidade Maravilhosa e tem um tempinho para passear entre um bloco e outro.


Restaurantes (cliquem em cima do nome para ir ao site):


Fica no bairro de Santa Teresa, perto do Centro. O acesso é difícil, não é barato e precisa fazer reserva, mas vale o esforço e cada centavo pela vista deslumbrante da Baía da Guanabara, o serviço nota 10 e a maravilhosa comida. A dona do restaurante é mineira e muito criativa. O local era a residência da família. O chefe dos maîtres é gaúcho e super simpático! O ambiente é bem descontraído, lembra muito as coisas da Pipa, mas no almoço tinha vários executivos de gravata misturados com turistas gringos e brasileiros (nós!). Os pratos principais são em torno de R$ 80,00. Eu pedi polvo grelhado e estava divino! A cerveja Original bem gelada cai bem no almoço, mas a casa tem uma adega respeitável, a qual nos foi mostrada pelo atencioso maître.


Couvert do Restaurante Aprazível

Vista da Baía da Guanabara a partir do Restaurante Aprazível.

Jardim do Restaurante Aprazível

Fica em Ipanema, quase Leblon. Excelente cozinha italiana. É bom reservar. Pedi uma massa negra com camarões. Preço de mercado. A proprietária circula pelo salão, vestida de modo discreto, sempre atenta ao serviço e cumprimentando os muitos clientes habituais. Acho isso muito cativante num restaurante, pois dá credibilidade. Ou seja, não deixa de ser um negócio para dar lucro, mas se vê o prazer de receber as pessoas na face serena da dona.

Em Ipanema, bem escondido, quase não achei. Tem que ter o endereço correto para conseguir chegar lá. Moderno, comida orgânica, preço bom. Fui duas vezes. Pedimos lulas crocantes, salada de rosbife e peixe do dia. Com o café vem uma deliciosa colherada de brigadeiro, na medida ideal para substituir a sobremesa. Não deixem de conferir!
Atualização em julho/2013: infelizmente o Market mudou de lugar. Deixou o charmoso beco escondido e agora está num pequeno ponto dentro de uma galeria comercial, com significativa redução do cardápio. Novo endereço: Rua Visconde de Pirajá, 452, loja 1 (entre as Ruas Garcia D'Ávila e Maria Quitéria).



No antigo estádio de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas, perto dos clubes Flamengo e Jockey, onde há cinemas e restaurantes. Tem estacionamento lá mesmo.
Tem Gula Gula, Pax Delícia, Giusepe Grill e Quadrifoglio. Cada um melhor que o outro! Super agradável, com lindo visual. Excelente para o fim de tarde, começo de noite, para uns drinks!

Apenas para um lanche:

Começou com um francês fazendo pães caseiros e entregando aos clientes em sua bicicleta. Daí a origem do nome. Hoje tem dois endereços na zona sul da cidade. Um deles, um encantador recanto dentro do Jardim Botânico. A variedade de pães, bolos, geléias, sucos naturais e fina pâtisserie é de tirar o juízo. Ponto ideal para uma parada de recomposição após uma boa caminhada ao redor da Lagoa Rodrigo de Freitas. Provem o suco de amoras.



A origem do nome La Bicyclette


Suco de amoras e palmier artesanal do La Bicyclette

Varanda super agradável do La Bicyclette

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Cultura útil

Informação nunca é demais. Pode ser que vocês já saibam ou não vejam como poderão usar estas abaixo. Se lembrem que nunca se sabe o que pode acontecer amanhã, mês que vem, ano que vem...
Conhecer como funcionam as instituições de outros países também é cultura. E pode ser útil!
Vi estas instruções no site Londres para principiantes, o qual visito de vez em quando para me recordar daquela super cidade.
Volto no tempo e me lembro da verdadeira ronda que fizemos por vários pubs no entorno de Covent Garden. No final da noite estávamos, eu e meu marido, nos escorando um no outro, tamanha a variedade de cervejas que provamos.
Espero que gostem de Londres tanto quanto eu.
Enjoy!
AB

Pub etiquette

Quer ir a um pub e não dar fora com os locais? Siga as “regras de etiqueta” explicadas abaixo que você será tratado como um regular.
- Garçon, uma cerveja!
Nada disso! Em primeiro lugar, não há garçons ou garçonetes nos pubs. Os funcionários que passam pelo salão só recolhem os copos vazios e servem os pratos, que já foram pedidos no balcão, jamais recebem pedidos.
Para fazer seu pedido, você deve se dirigir ao bar e aguardar sua vez de ser atendido pelo funcionário. Apesar de os britânicos adorarem fila, no pub não há uma espera organizada: as pessoas aguardam onde houver lugar no balcão e o barman (ou woman), se ele for bom, sabe qual foi a ordem de chegada. Assim, terminando de servir um cliente, ele (ou ela) se dirige ao próximo. Caso precise chamar atenção do funcionário, segure na mão uma nota ou cartão de crédito, de forma que ele saiba que você está querendo fazer um pedido.
Quando chega a sua vez, você deve ser bem específico no seu pedido. Se você disser “uma cerveja” (obviamente, o equivalente “one beer“), você receberá um olhar de interrogação. Como assim? É mais ou menos como, em um restaurante com uma extensa carta de vinhos, você pedir  simplesmente “um vinho”. Não funciona.
A cerveja
Apesar de os pubs servirem cerveja em garrafa, normalmente “long necks”, são as “on tap“, tipo chopp, que  são mais vendidas.  Você pode optar por dois tamanhos de copos: “a pint” – que se pronuncia [páint] – equivalente a pouco mais de meio litro; e “half a pint“, com tamanho um pouco menor que o do nosso chopp.
Para tomar uma cerveja clara, como a nossa pilsen, você vai querer uma “lager” [láguer] que é o nome genérico para este tipo de cerveja. Você pode dizer simplesmente: “a pint of lager” ou “a half of lager“, mas é melhor dar uma olhada nas chopeiras para ver quais marcas de lager são oferecidas no pub. Algumas marcas populares são: Stella Artois, Forsters, Carlsberg, Carling, Grolsh, Kronenbourg, entre várias outras. Assim, para não parecer um turista, você pede: “two pints of Stella and a half of Carling“, por exemplo.
A especialidade britânica, no entanto, é a cerveja ale, uma cerveja mais escura e amarga que é normalmente servida em temperatura pouco abaixo da ambiente. Alguns pubs se orgulham em servir o que denominam “real ale”, cerveja produzida com ingredientes naturais e métodos artesanais, muitas vezes localmente. Leia tudo sobre a cerveja ale neste site. Algumas marcas de cervejas ale populares: Bombardier, London Pride, Old Speckled Hen, IPA.
E por último, um típico pub servirá também uma stout, a cerveja quase preta e bem amarga, cuja marca mais famosa é a irlandesa Guinness, seguida da também irlandesa Murphy’s. Elas são servidas com um pequeno colarinho (head), ao contrário das outras, que não têm colarinho algum. Aliás, os ingleses em geral consideram que colarinho em cerveja lager é um deperdício…
Para quem não quer ingerir muito álcool, a opção oferecida no pub é uma mistura de cerveja com refrigerante de limão (tipo Sprite), chamada Shandy. Digamos que fica no mínimo interessante…
Cider
Outra bebida tradiconal nos pubs é a “cider“, que se pronuncia [sái-dêr], uma bebida fermentada feita de suco de maçã, também servida em copos de “a pint” ou “a half“. Dizem que é a bebida preferida do Príncipe William e, apesar do nome, não tem muito a ver com a nossa Sidra, espécie de espumante barato que aparece nos supermercados na época do Natal. A sidra inglesa tem um teor alcóolico maior que o da cerveja e não é carbonatada.
Vinhos
Normalmente, há uma seleção não muito extensa de vinhos nos pubs. É comum também ter um vinho “da casa” que é vendido em taças. Consulte o cardápio para ver o que é oferecido.
Rounds
Quando os ingleses vão ao pub com os amigos ou colegas de escritório, eles não “racham” a conta no final da noite, como é usual no Brasil. Como a bebida é comprada no balcão e levada para a mesa pelo próprio cliente, cada um por vez busca um “round”, ou uma rodada de drinks, para a mesa e paga por ele.  Quando acaba uma rodada, outra pessoa se oferece para comprar o próximo round e assim sucessivamente. Normalmente, isso funciona sem problemas.
Gorjeta
Não é usual oferecer gorjeta para o barman no pub e a grande maioria das pessoas não o faz. Mas se você ficou hooooras bebendo, ou gostou demais do atendimento, ou está com vontade de agradar, a maneira de dar uma gorjeta para quem atende no bar é oferecer um drink para ele ou ela. Na hora de pagar, você diz a ele que inclua “one for yourself” e ele somará o preço de uma bebida no total que você tem a pagar.
E a comida?
Da mesma forma que a bebida, você faz seu pedido e paga antecipadamente ao barman, mas a comida é levada à sua mesa por um funcionário. Normalmente, você recebe um número, ou mostra onde está sentado para que saibam aonde levar os pratos.
Last orders!
Em geral, os pubs funcionam de 11:00 às 23:00 e, nos domingos, de 12:00 às 22:30. Cerca de 10 minutos antes da hora de encerrar os trabalhos, você ouvirá um sino acompanhado de “Last orders!”, que indica que é sua última oportunidade de comprar bebidas. Se você não quer uma saideira, termine a sua bebida e logo, logo estará na hora de sair.  Eles não deixam que você fique enrolando muito depois da hora!
Guia de pubs
O site Fancy a pint é um super guia de pubs em Londres, com resenhas de milhares de pubs, todo tipo de classificação (por área, por cerveja, gay friendly, aceita crianças, música ao vivo etc.) e tudo que você quiser saber sobre o assunto. A classificação dos pubs, obviamente, é feita por copinhos de pints sendo que os merecedores de 5 copinhos são realmente excepcionais.
Se você quer contar sua experiência em um pub inglês, escreva na caixa de comentários.
Fotos: acervo pessoal

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Fútil, mas útil

Gosta de capuccino? Que tal preparar em casa? Com a ajuda deste mixer a pilha, seu café pode ficar mais incrementado. Para quem ainda não conhece, serve para deixar o leite quente com aquele aspecto cremoso, cheio de espuma. Junte ao café de sua preferência e polvilhe com canela em pó. Custa menos de R$ 20,00 e pode ser encontrado em boas lojas de artigos para casa.

Pode parecer frescura, mas fui acostumada desde pequena a ter este acessório na mesa. Pode ser em prata, inox, acrílico, madeira, resina ou até plástico. Serve para manter os talheres apoiados enquanto nos servimos ou trocamos de prato. Este da foto é em prata e nem é dos mais bonitos, mas pelo menos não "briga" com outros acessórios por ter linhas simples.
Para mim ainda não inventaram saca rolhas melhor que este. Há vários fabricantes e o preço pode variar muito, mas é bom e barato.
Podemos viver muito bem sem estes apetrechos. Mas a vida pode ficar melhor ainda com eles.
AB

sábado, 4 de agosto de 2012

Extravagância gastronômica



Veja como é comer, em cinco dias, em metade dos restaurantes três estrelas de Paris


PRISCILA PASTRE-ROSSI

EM PARIS
25/04/2012
Folha de São Paulo

Cérebro de cordeiro na Síria. Espetinho de coração de boi no Peru. Buchada de bode na Paraíba. Formiga na Amazônia. Há dez anos viajo para comer. Mas faltava algo.
Jantar nos exclusivíssimos "trois etoiles" (os três estrelas) parisienses. Mais que isso. Estava decidida a conhecer o maior número deles -são apenas dez endereços nessa categoria na cidade.
Para meu plano dar certo foi preciso uma estratégia. Parte 1, reservar: mandei os primeiros e-mails cinco meses antes. Parte 2: o dinheiro.
Em restaurantes desse naipe, no jantar, o menu-degustação nunca sai por menos de € 240 (R$ 594). Por pessoa. Sem bebidas. Valor que facilmente dobra.
Quem pagou esse pato (e o cordeiro, e o foie gras, e o champanhe, e os armanhaques) foi minha moto, uma Shadow 600cc 2000.
Comprada há cinco anos, mais para pegar a estrada rumo ao interior nos finais de semana, ela andava meio encostada.
E a conta era quase exata: cinco jantares divinos para um casal, com vinhos e o que mais fosse necessário, equivaliam a uma Shadow.
Além de fazer as reservas e ter o dinheiro, havia um terceiro item para meu festim à Babette dar certo. Roupas à altura.
Assim, o primeiro dia em Paris incluiu percorrer 14 estações de trem até um outlet fora da cidade em busca daquele que seria o uniforme de uma semana. Um vestido, uma jaqueta e um terno de grife.
Esse kit, com algumas pequenas variações, seria usado nos cinco jantares.
O PRIMEIRO JANTAR
Atravessamos o saguão do hotel Bristol em direção à porta do Epicure. Pontualmente às 20h30 de um domingo.
J.B. Leroux/Divulgação
Restaurante Epicure, em Paris
Ambiente do restaurante três estrelas Epicure, comandado pelo chef Eric Frechon
Deixo meu casaco na entrada e sou levada a uma mesa no meio do salão, à esquerda de quem entra.
Era domingo à noite -quando, entre os dez três estrelas de Paris, só o Epicure abre- e em 20 minutos não haveria mais lugar disponível. O chef Eric Frechon serve 40 comensais por noite.
"Champanhe?" Foi a primeira pergunta. Não saber o preço dá frio na barriga. Mas era o primeiro jantar. E tinha a grana da moto. E era aniversário dele. "Sim, champanhe."
O menu tinha oito pratos, mas sempre há duas ou três pequenas atrações que chegam antes.
Desfilaram pela mesa ouriço-do-mar com musse de ovo; massa com trufas negras e foie gras de pato; vieiras; cordeiro com nhoque de ervas; queijos; sorvete de lichia, manjar de chocolate e... -ufa!- para acompanhar o café, os indefectíveis "macarons"!
Os do Epicure têm a fama de ser os melhores de toda Paris (e, a despeito de eu não ter provado todos os "macarons" da cidade, ouso dizer: são mesmo!).
Para o "grand finale", uma dose de armanhaque -destilado da região de Armagnac, no sul da França. O daquela noite foi um Laberdolive 1972. Sou seis anos mais nova.
Saí com uma certeza: havia valido a pena, e mesmo que todos os demais jantares decepcionassem, o primeiro havia sido incrível. E uma pergunta: seria possível superar o Epicure?
O SEGUNDO JANTAR
A reserva no Arpège tem de ser feita por telefone. Nada de e-mail. Aproveitando a ligação, perguntei: "Qual o traje ideal?". A resposta: "Aquele com que você se sente confortável". Bom, você entendeu, né? Um bom terno e seu melhor vestido.
Philippe Vaures/Divulgação
Restaurante Arpège, do chef Alain Passard (crédito: Philippe Vaures/Divulgação)
Restaurante Arpège, do chef Alain Passard
Ali, naquele ambiente elegante, paguei meu melhor mico -e adorei. Ao ver o chef Alain Passard de mesa em mesa, pedi para tirar uma foto. Simpático, abriu um sorriso enorme, me abraçou como se fôssemos velhos amigos, tirou a foto e... sumiu!
Deve ter ido para a cozinha, de volta ao seu reino vegetal. Passard é famoso pelo trabalho com legumes e verduras -todas saídas de uma das suas três hortas. Ele diz que o Arpège é autossuficiente em vegetais, ervas e frutas vermelhas e pretas.
Desde 2001 não serve carne. No máximo, frutos do mar, peixe e frango. Sua brigada de 15 cozinheiros faz o comensal descobrir o verdadeiro sabor de cada alimento. Da cenoura. E da beterraba. E do rabanete... Nada de pirotecnia. A cozinha de Passard conquista pela técnica e pela simplicidade.
Há dois anos estive ali, para um almoço. Até então, meu único três estrelas no currículo. Havia sido divino. Mas jantar foi algo ainda superior.
O TERCEIRO JANTAR
Há três menus-degustação no Guy Savoy, restaurante que leva o nome do chef: o de nove, o de 11 e o de 18 pratos. "O de 18 pratos, por favor."
Owen Franken/Corbis
Guy Savoy em seu restaurante, em Paris
O chef Guy Savoy em seu restaurante, que oferece opção de menu-degustação de 18 pratos, em Paris
Chegamos às 19h30, saímos quase à 1h do dia seguinte. Foram cinco horas e meia de refeição. Mais ou menos, um prato a cada 18 minutos!
Lá pelo fim dos primeiros 90 minutos chegou um ovo. Oba! Adoro ovos. A casca estava intacta. Ao ser quebrada, nem gema nem clara. O que me fez suspeitar de que estivesse sendo vítima de um número de ilusionismo.
O ovo estava cheio de creme zabaione! Ele aparecera ali, como mágica, para acompanhar o prato de aspargos e caviar que acabara de ser servido.
Uma surpresa seguida de outra surpresa. Os pontos altos foram um coração de pato e um rim de cordeiro praticamente cru - só selado.
Noite encerrada com queijos, quatro (sim, você leu quatro) sobremesas, "macarons", café, armanhaque... A mais áspera das contas (gastamos € 1.437, cerca
de R$ 3.556) e uma sensação indescritível de que havia valido cada centavo.
O QUARTO JANTAR
O quarto endereço foi o Alain Ducasse au Plaza Athénée. Se você nunca entrou lá, pense num lugar luxuoso. Multiplique por dez. É algo assim. Lustres realmente enormes, formados por uma infinidade de gotas de cristal que parecem chover do teto.
O ambiente é majestoso. E intimida. Mas o menu-degustação, de pratos assinados por Ducasse e executados pela equipe do chef Christophe Saintagne, não acompanhou tamanha pompa. Pelo menos, não naquela noite.
Apesar do verdadeiro balé dos 55 garçons servindo cerca de 50 pessoas, alguns pratos demoraram para chegar. E, por pelo menos uma vez, foi preciso chamar o garçom para repor o vinho.
Nada grave caso algum prato fosse especialmente marcante -apesar de todos, principalmente o cozido de lagostas com batatas, terem chegado à mesa com cozimento correto e bastante saborosos.
Talvez eu esteja sendo severa demais. Penso até que se tivesse ido só nele, já seria um dos melhores jantares da minha vida. Mas a concorrência da semana era poderosa.
Saí pensando mais nos lustres, nos talheres em ouro e prata e nas belas louças assinadas por designers famosos, como o francês Pierre Tachon e o japonês Shinichiro Ogata, do que na comida.
O QUINTO JANTAR
O ponto final dessa turnê inesquecível foi o Le Pré Catelan, do chef Frédéric Anton. Dos cinco endereços três estrelas visitados, foi o de menu-degustação mais em conta: € 240. E um dos mais agradáveis e surpreendentes.
A noite no restaurante -instalado num hotel em meio ao Bois de Boulogne- começou com caranguejo desfiado coberto por caviar. Foi servido em uma latinha pra lá de charmosa, cuja tampa trazia o nome do lugar. Deu até vontade de pedir para levar.
O prato seguinte também não veio numa louça, mas numa pedra quente. Era uma vieira cozida em suco de maçã e nozes torradas moídas.
O último prato salgado do tour pelos estrelados foi uma bochecha de porco cozida em especiarias com batata.
Depois, o maître lotou um prato com seis tipos de queijos. Para terminar a noite, o que parecia uma perfeita maçã verde de porcelana. Quando quebrada, revelava um suflê gelado de caramelo, sidra e um açúcar que estoura na língua.
TUDO DE NOVO
Quando você constata que o jantar menos marcante da semana já está entre os melhores da sua vida é porque a experiência valeu a pena.
Saí desse tour com três quilos a mais, menos dinheiro na conta e uma certeza: faria tudo de novo. Valeu, Shadow.

Nota da AB:
Eu não tenho coragem de cometer a mesma estravagância da autora, mas admiro quem tem. Afinal, mais vale um gosto do um vintém.
AB

terça-feira, 24 de julho de 2012

Dica de passeio em Milão

Esta dica eu vi no programa Lugar Incomum, apresentado por Didi Wagner no canal por assinatura Multishow. Achei bastante atraente por ser uma maneira diferente e luxuosa de conhecer a cidade. É bem turístico, mas quem se importa? Afinal temos o direito de sermos turistas nos momentos que nos convierem.
O ATMosfera oferece a oportunidade de jantar num trem especialmente decorado e preparado para isso, lembrando um bonde antigo, fazendo um trajeto que dura em média duas horas, das 8 às 10 da noite, passando por diversos pontos turísticos e bairros de Milão. Há mesas para quatro ou duas pessoas e exige reserva e pagamento antecipados. Custa 65 euros por pessoa (exceto sexta e sábado quando custa 68 euros por pessoa), independentemente do menu escolhido, que pode ser à base de carne, peixe ou vegetariano.

  

Se alguém já conhece, me diga se vale a pena.
Vamos anotar na agenda!
AB